O que esperar da Ilha das Cabras ?

Lawrence Wahba fala um pouco sobre o mergulho na Ilha das Cabras

Você também pode ter a mesma experiência aqui em Ilhabela-SP

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“Muita vida! Muitíssima vida!”

Esse é o comentário de cem por cento dos mergulhadores que visitam a Ilha das Cabras pela primeira vez. E dos que sempre voltam também!
Sim, esta pequena ilha, a apenas 100 metros de distância da costa de sua irmã maior – a Ilhabela – já conta há anos com um verdadeiro batalhão de visitantes cativos. O motivo?
Bem, para responder a esta questão, vale outra pergunta: em que lugar da costa sudeste você encontra ao mesmo tempo – e em uma área tão pequena – garoupas, badejos, robalos, caranhas, sargos-de-dente, sargos-de-beiço, pirajicas, bodiões,

frades e peixes-escorpião? E não estamos falando de amostras grátis. São peixes robustos, pesando entre 2Kg e 5Kg, todos muito dóceis. Tão calmos, que ficam por perto durante o mergulho inteiro, quase ao toque das mãos de quem quer que se aproxime deles.
Sua mansidão se explica. O fato é que os peixes de lá não vêem o ser humano como uma ameaça, mas como um “alienígena pacífico” com quem eles podem dividir seu meio ambiente com toda a tranqüilidade. Essa paz entre ambas as partes, porém, não surgiu por acaso. Só se tornou possível quando a Ilha das Cabras foi decretada Parque Municipal Marinho, em 1992 – e a caça-submarina, a pesca e a coleta de qualquer espécime foram sumariamente proibidas na área. Bom para os seres que vivem por ali, melhor para nós mergulhadores.

Que o diga Lawrence Wahba, o mais famoso cinegrafista submarino do Brasil. “Fiquei impressionado com a quantidade e diversidade de peixes que vi em um mergulho recente por ali. Já filmei milhares de espécies no Brasil e no mundo. Mas foi só lá que consegui gravar imagens de um sargo-de-dente, uma espécie cada vez mais difícil de ser vista nos costões do litoral sudeste do país”, comenta Lawrence

Já que o assunto é “seres marinhos”, seria, convenhamos, uma injustiça se nos ativéssemos apenas aos peixes grandes. Na Ilha das Cabras podem ser vistos peixes-borboleta, peixes-morcego, marias-da-toca, marias-nagô, donzelas, sargentos – centenas deles, diga-se de passagem – por todos os lados. Isso sem contar com os invertebrados. As rochas do fundo estão forradas por ascídias, esponjas, anêmonas-do-mar, corais, zoantídeos, gorgônias, estrelas-do-mar e uma infinidade de outros animais multicoloridos.

Outro atrativo fica por conta da já famosa estátua de Netuno, a cinco metros de profundidade. Com tanta vida naquelas águas, seria difícil imaginar um lugar melhor para se prestar homenagem ao Rei dos Mares.
Em frente à estátua de Netuno, já em fundo de areia – a 6m de profundidade –, existe um pequeno recife artificial formado por várias estruturas diferentes, inclusive um antigo chassi de caminhão, com rodas, pneus e tudo. E esse “tudo”, que fique bem entendido, não se traduz em boléia e caçamba. O significado da palavra fica por conta de cardumes de robalos e de salemas que podem ser vistos quase sempre junto ao que sobrou do velho veículo – assim como garoupas e badejos que habitam os rincões de suas ferragens.

Tem mais. Também vale a pena conferir a área rochosa da extremidade sudoeste da Ilha das Cabras, a uns 8m de profundidade. Além dos enormes sargos-de-beiço – sempre presentes – um bichão meio tímido, do tamanho de um mergulhador, tem mostrado seu vulto no limite da visibilidade por ali. Se é uma caranha ou um cherne, ainda não se sabe. A única coisa que se pode afirmar é que a tal criatura deve pesar mais de 70 quilos. Ela ainda não deixou que ninguém chegasse perto. Por isso, que tal preparar o equipamento e dar um pulinho até lá? O sortudo pode ser você!

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